A RESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL COMO DESTRUIÇÃO DO SETOR PÚBLICO
Assistimos hoje a um rápido e predatório desmonte do setor público no Brasil
nas suas mais diversas áreas. Alinhado ao imperialismo imposto ao mundo pela
elite financeira internacional, o governo ilegítimo que hoje controla o país
retoma, de forma avassaladora, a política criminosa de privatizações que, até
então, teve o seu ápice na década de 90 durante os governos de Fernando Henrique
Cardoso. A nova onda neoliberal promete aniquilar setores já combalidos como
saúde, educação, infraestrutura, reforma agrária e habitação. A entrega do
Pré-Sal, juntamente com o fim da política de conteúdo nacional para a
exploração do petróleo, selará o “fim do sonho” de um projeto de soberania que,
anteriormente, já havia sido duramente golpeado com a venda criminosa de nossas
jazidas minerais e do setor energético. A plutocracia tem pressa em concretizar
o seu plano. Com a colaboração de uma elite colonizada, torpe e retrógrada, a
recolonização e o consequente subjugamento da classe trabalhadora se dão com
atrocidade.
Parte importante do contexto acima descrito, o Banco do Brasil, anunciou em uma reunião (só para gerentes e diretoria) ocorrida em São Paulo no último dia 11 de outubro, um plano de reestruturação que visa claramente o “enxugamento da máquina” para uma provável fusão com a Caixa Econômica Federal (o que extinguiria quase que a totalidade de uma das estruturas), ou algo ainda pior: a privatização do maior banco público do país. Na pauta, plano de demissão voluntária, extinção de “áreas meio”, fechamento de agências, redução de cargos e salários.
Parte importante do contexto acima descrito, o Banco do Brasil, anunciou em uma reunião (só para gerentes e diretoria) ocorrida em São Paulo no último dia 11 de outubro, um plano de reestruturação que visa claramente o “enxugamento da máquina” para uma provável fusão com a Caixa Econômica Federal (o que extinguiria quase que a totalidade de uma das estruturas), ou algo ainda pior: a privatização do maior banco público do país. Na pauta, plano de demissão voluntária, extinção de “áreas meio”, fechamento de agências, redução de cargos e salários.
Antigo alvo dos privatistas, o BB
se tornou novamente alvo dos predadores financeiros nacionais e internacionais
que querem “abocanhar” setores estratégicos, nos quais hoje o banco público
detém importante participação nas operações, tais como o crédito rural,
governo, empresarial, credito estudantil, seguridade, empréstimo consignado,
entre outros. Isso sem contar a capilaridade da empresa que possui estrutura e
agências espalhadas por todo território nacional e em outras capitais em todo o
mundo.
O plano colocado em curso teve
início com a troca de quase toda a diretoria, substituída por executivos alinhados
com o atual momento político, indicada pelo governo Temer. Na sequência, será
anunciado um plano de demissão voluntária (PDV) com o qual se pretende
extinguir 18.000 postos de trabalho. A justificava, apesar da empresa obter
lucros recordes por anos subsequentes, é “adequar-se ao mercado”. Aprofundar os
moldes de precarização da mão-de-obra já adotados por Bradesco, Itaú, Santander
e demais parasitas financeiros.
Aos funcionários que
permanecerem, o cenário não é menos desolador. Foram anunciados o encerramento
de 39 GEREVS (Gerências Regionais), cinco SUPERS (superintendências estaduais -
sendo duas em São Paulo – outra será a do Espírito Santo que será absorvida por
Minas Gerais). Apenas 30% dos funcionários capixabas devem ser aproveitados. O
setor de recursos humanos será duramente afetado: das atuais 40 unidades GEPES
(Gestão de Pessoas) sobrarão apenas quatro para atender todos os funcionários.
Outra mudança diz respeito a
funções existentes. Assessores, que hoje trabalham oito horas por dia terão sua
jornada reduzida para seis, com a proporcional redução em seus respectivos
salários. Têm um ano para aderir, caso contrário, ficarão impedidos de
concorrer à promoções e participar de programas de aprimoramento. Fim dos
gerentes de pessoa jurídica nas unidades do varejo: as carteiras migram para a
modalidade digital e para o segmento Empresa. Agências de pequeno porte não
contarão mais com um gerente de unidade: um único comissionado se
responsabilizará por quatro unidades negociais.
Para finalizar (até o momento
estas foram as principais “novidades” disponibilizadas), aceleração do programa
de fusões de agências (60 somente no estado de São Paulo previstas ainda para
2016) e uma alteração de cunho ideológico que caracteriza o atual governo
golpista: fim do Programa de Equidade de Gênero - não há mais interesse de que
as mulheres ocupem um percentual equânime nos cargos de gestão e liderança.
Em pouquíssimo tempo, demos adeus ao Pré-Sal, aos investimentos na saúde e educação. Estão a caminho as impiedosas reformas trabalhista e previdenciária. Leis e Medidas Provisórias são diariamente impostas com o intuito de beneficiar os ricos em detrimento da maioria. Será aberto o caminho para o agronegócio transnacional e até mesmo para a privatização da maior reserva de água doce do mundo, o Aquífero Guarani. O que é um banco quando observamos uma barbárie de tamanha dimensão?
O Banco do Brasil é parte dessa
conjuntura. Ele é uma das engrenagens necessárias para levar a cabo a total
destruição de um setor público construído graças ao trabalho de milhões de
proletários através de gerações. Cabe a nós a conscientização enquanto classe
para que nos unamos em impedir o caos iminente. Afinal de contas, os
banqueiros, industriais, latifundiários, grandes empresários, especuladores e
demais abutres já entenderam isso há muito tempo! Por isso que mesmo sendo eles
1% da população, controlam os demais noventa e nove percentuais sem muito
esforço. A hora já é passada. Vamos à luta!
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